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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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JOSÉ VITORINO: “O ALGARVE, O TURISMO E AS SUSTENTABILIDADE(S)”

Mäyjo, 29.03.15

jose vitorino

[ao Algarve]. Em matéria de conceitos, falar de sustentabilidade, além do ambiente, abrange também a sustentabilidade na economia e as sócio-políticas, o que nos remete para o desenvolvimento sustentável como realidade global integrada ideal.

Sobre o Algarve/Turismo, associado ao forte afluxo de turistas e intensa movimentação de pessoas e veículos, criou-se, extra-região, uma certa ideia de que por cá não há problemas de maior. Não é assim, contudo.

A região do Algarve é um “dom de Deus” e tem registado, nalgumas áreas, melhorias nas últimas décadas. E sobre a opinião dos estrangeiros que a conhecem, é oportuno transcrever a recente declaração da supervedeta dos treinadores, Louis Van Gaal: “Desejo instalar-me no Algarve. Tenho um paraíso à minha espera. Quero ir para lá, jogar golfe, aproveitar a fantástica comida e também os vinhos de grande qualidade. Para além disso, há praias e um clima muito agradável”.

De salientar, o elevado contributo da região em divisas para a balança de pagamentos.

Contudo, há muitas fragilidades e deficits no desenvolvimento sustentável. Conforme documentos oficiais da fase preparatória do QREN 2007/2013, resume-se: no PIB per capita e na receita média dos agregados familiares, a região perdeu posição na década de 90; há uma forte concentração da economia em poucos concelhos e no litoral (3/4 da população em 1/4 do território); é extrarregional a propriedade dos sectores mais importantes da economia, saindo da região grande parte das receitas geradas (turismo, transportes, grandes superfícies, serviços, etc.); há perda de competitividade do turismo; há forte quebra na agricultura; é insignificante a indústria transformadora; comércio tradicional em crise, etc.

As fragilidades dos outros setores económicos, da saúde, etc, provocam graves desequilíbrios. Por sua vez, a oferta e a pressão correspondente às cerca de 50 milhões de dormidas anuais está concentrada em poucas zonas, enquanto o “golpe fatal” nas sustentabilidades é dado pela fortíssima sazonalidade e seus impactos na actividade económica e difícil gestão empresarial, emprego, problemas sociais, segurança, equilíbrio da sociedade, etc.

A situação ainda fica mais agravada devido à actual escassez de massa monetária em circulação e baixos consumos, por estarem sediadas fora da região as grandes empresas que aqui operam, pelos 23% de IVA na restauração e pela queda abrupta das visitas de curta duração dos espanhóis, afugentados pelas portagens. Eram eles os maiores responsáveis pela injecção de milhões de euros em consumos na restauração, comércio e serviços durante todo o ano.

Por esta breve sinopse, conclui-se pelo potencial e deficits, sendo pois ciclópico o trabalho na rota do desenvolvimento sustentável.

Há soluções, mas as respostas pelo poder central tardam. Eu próprio tenho feito e tomado muitas iniciativas desde há décadas, em cargos oficiais e como dirigente em organizações da sociedade civil.

Umas resultaram e outras não. Pela positiva destaca-se a Universidade do Algarve, que depois de uma luta titânica foi aprovada pela Assembleia da República (de cujo Projecto de Lei fui o primeiro subscritor), sendo uma chave mestra para a sustentabilidade.

No fundo, o que as sustentabilidades têm que visar como objectivo supremo é a dignidade crescente do ser humano (de cada um e todos) e a defesa da natureza, num equilíbrio harmonioso.

É uma atitude cultural e um direito e obrigação de cidadania, a que por nós e pelos vindouros estamos obrigados! Devemos persistir!

 José Vitorino foi Secretário de Estado da Emigração, Deputado na Assembleia da República, Presidente da Câmara de Faro, Governador Civil, Presidente da Confederação dos Empresários do Algarve e de outras Associações. Como Deputado, foi o primeiro Subscritor do Projeto-Lei que criou a Universidade do Algarve. É licenciado em Finanças e Eng. Técnico Agrário, é dirigente associativo e autor de diversos estudos.

“O GRANDE POTENCIAL E A REPRESENTATIVIDADE, mas também as fragilidades, devem ser apontadas

 

9 razões pelas quais o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

Mäyjo, 22.01.14

1.Existem metade das pessoas pobres do mundo, comparativamente às que havia em 1990.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

2. A duração média de vida das mulheres na África Subsaariana aumentou 16 anos desde 1960.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

3. Sete das dez maiores economias de mais rápido crescimento do mundo estão na África.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

4. A percentagem de crianças na África que estão na escola quase doplicou desde 1970.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

5. Porque muitos países já se tornaram livres da necessidade de ajuda externa, menos de 1% do orçamento americano vai para essa mesma ajuda externa.

Por causa de quantos países já se formaram da necessidade de ajuda externa, a menos de 1% do orçamento americano vai a ajuda.

Numa pesquisa, os americanos indicaram que pensam que 25% do orçamento vai para a ajuda externa, e que 10% do orçamento deveria ir. Na realidade, menos de 1% do orçamento americano vai para a ajuda externa.

De facto: os Estados Unidos gastam 60 vezes mais em despesas militares do que em ajuda médica.

De fato:

6. Nos locais onde as taxas de mortalidade infantil são elevadas (a chance de uma criança morrer antes dos 5 anos), as mulheres tendem a ter mais filhos.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

Mas as taxas de mortalidade estão a diminuir na maioria dos países, de modo que o número de crianças por família também está a diminuir.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

Além disso, as mulheres sem escolaridade tiveram mais três filhos, em média, do que as mulheres que frequentaram o ensino médio.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

O efeito cumulativo dessas mudanças é uma desaceleração no crescimento da população mundial, que dissipa o mito de que a melhoria da saúde leva a superpopulação.

7. Desde 1960, o rendimento por pessoa, na China, subiu oito vezes, na Índia quadruplicou e no Brasil tem quase quintuplicou.

Desde 1960, a renda real da China por pessoa subiu oito vezes, da Índia quadruplicou, e do Brasil tem quase quintuplicou.

8. Um bebé nascido em 1960 tinha 20% de chance de morrer antes do seu quinto aniversário. Para uma criança nascida hoje é menos de 5%.

9 razões o mundo está melhor do que nunca, de acordo com Bill e Melinda Gates

Em 2035, será de 1,6%.

9. Uma vez que a população mundial está crescendo mais lentamente a cada ano:

Uma vez que a população mundial está crescendo mais lentamente a cada ano:

"Há mais crianças no planeta agora do que alguma vez haverá."